|
|||
|
Falar em gestão implica hoje em inovação. A renovação de procedimentos na gestão parece ser a tônica emergencial. Todavia, para se adotar uma postura de renovação precisa-se de estratégias que se adaptem às forças imprevisíveis que estão atuando, isto é, as probabilidades. A renovação de direção abrange duas premissas: 1ª - o princípio da autonomia dirigida e, 2ª , o decisório (envolvendo as pessoas para a tomada de decisão ). Deve-se salientar que três indicadores impedem uma cooperativa de se renovar e isto foi nitidamente emergente na pesquisa realizada: 1
- alto nível de política interna, incluindo aí um percentual significativo
e preocupante de uma cultura organizacional DIRETIVA, acrescido da falta
de HABILIDADE DOS EXECUTIVOS; Isto posto, trazendo-se para o lado pragmático da gestão cooperativa, o perfil de gestão deve passar por uma reformulação prioritária. O presidente de uma cooperativa em geral e uma Cooperativa de Trabalhadores em particular, não deve exercer funções executivas. Deve fazer com que as macropolíticas da cooperativa sejam postas em prática. As funções executivas devem ser atribuição especifica de um executivo profissional. A este cabe a tarefa de fazer com que a cooperativa desenvolva seus planos de ação . Porém, e isto também ficou evidenciado na pesquisa, não basta a contratação de um executivo profissional. A administração se dará em parceria com o Conselho Fiscal e o Conselho de Administração, aos quais caberá a contratação e supervisão de uma auditoria/consultoria e a implantação da função do "controller". Em paralelo, o presidente deverá dar liberdade ao executivo para que possa desenvolver suas ações. Vale lembrar que a função do "controller" é fundamental na vida de qualquer organização, incluindo-se aí as Cooperativas de Trabalhadores. O "Controller" deve ser visto como função que não estrangula, não sufoca e que reflita as habilidades de dirigir. Outro aspecto que deve ser observado é um treinamento básico para ambos os conselhos (fiscal e administração) através de noções preliminares sobre contabilidade e administração. Não se poderia deixar de levantar a questão dos associados/trabalhadores. Num primeiro momento, quando o desemprego torna-se uma constante cruel na vida do desempregado , ele, ao associar-se à cooperativa quer, deseja prioritariamente atender as necessidades básicas da família. Porém, com o passar dos meses, ao dar-se conta que não tem direito a fundo de garantia, férias e décimo terceiro e, em certas situações, é meramente controlado por um ex empresário (ou seja, um falso cooperado), a apatia passa a ser companheira diária desse associado. Para tanto, é imperiosa a adoção de duas ações imediatas. Que seja usado um critério rigoroso na criação da Cooperativas de Trabalhadores, principalmente no que concerne a seus dirigentes/fundadores e, simultâneamente, que os futuros cooperados sejam devidamente esclarecidos acerca da tipologia organizacional de que irão fazer parte. Em derradeira colocação, mas não menos importante, a moderna gestão cooperativa de trabalhadores deve considerar os fornecedores, os clientes, os concorrentes e, acima de tudo, os associados. Mas, a ação que ora se impõe é de tornar a gestão ágil , com liberdade de ação para um executivo profissional, cabendo à direção a função recíproca de tratar das macropolíticas da cooperativa, além de ordenar um trabalho sistemático de consultoria e "controller". Essas premissas, a nosso ver, são ações que deverão ser implantadas nas Cooperativas de Trabalhadores da Região Metropolitana de Porto Alegre e refletem o resultado da pesquisa efetuada sobre o patrocínio da ULBRA - Universidade Luterana do Brasil. Outrossim, confirmando que as Cooperativas de Trabalhadores podem ser uma alternativa para o desemprego, desde que bem gerenciadas, deve-se salientar que aqui mesmo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, temos um exemplo insofismável de que as Cooperativas de Trabalhadores podem dar certo. Trata-se da Cooperativa dos garis de Porto Alegre, que reúne o pessoal que atua na limpeza urbana da capital gaúcha. Finalmente, esperamos ter contribuído com subsídios para uma avaliação mais contundente do segmento centrado nas Cooperativas de Trabalhadores ou, em derradeira hipótese, alertamos para o atual perfil das Cooperativas de Trabalhadores da Região Metropolitana de Porto Alegre. [capítulo 1] [capítulo 2] [capítulo 3] [capítulo 4] [capítulo 5] [
Artigos ] [ Eventos ] [ Cursos ] [
Prospecção de Cenário - Método Delphi ] |