Os artigos dessa seção serão trocados periodicamente. Eles poderão ser utilizados em parte ou no todo, desde que respeitando a autoria.

A ARTE DE LER

"Mas graças a meus amigos por seu cuidado com minha educação, pois me ensinaram em boa hora a amar o estudo e a leitura."

ISAAC WATTS (1674-1748)


ISAAC WATTS (1674-1748)

Isaac Watts é um autor pouco atraente para o gosto moderno (também escreveu "Pois Satã sempre encontra maldade para mãos ociosas" e "Como a abelhinha operosa melhora a cada hora"). Mas diz uma coisa importante. Você tem sorte se aprendeu a ler bem e gosta de ler. Geralmente essas coisas estão relacionadas. As pessoas que lêem bem gostam de ler, ao passo que as que não lêem direito detestam a leitura. Na faculdade, você terá que fazer mais leituras do que fez durante toda a sua vida pregressa e se não lê bem, terá que se esforçar para melhorar sua leitura. Quando você melhorar, também gostará mais de ler. Mesmo que seja um bom leitor, é provável que ainda possa aperfeiçoar algum, aspecto de suas habilidades de leitura. Algumas informações, que encontrará neste capítulo, poderão ajudá-lo a decidir se precisa ou não de ajuda nesse setor.

As perguntas que se seguem destinam-se a ajudá-lo a descobrir suas deficiências nos aspectos mais essenciais da leitura. Responda-as com cuidado e honestidade. Se não conseguir responder a uma pergunta, guarde-a na memória e na primeira vez em que ler alguma coisa - este livro mesmo serve - tente descobrir se tem um ou mais defeitos de leitura. Qualquer pergunta a que responda "sim" representa uma falha.


1. Move os lábios ou vocaliza enquanto lê?

A leitura silenciosa não surgiu com a leitura propriamente dita. A história nos diz que durante séculos os leitores liam em voz alta (mesmo numa biblioteca!). Mas isso aconteceu enquanto os livros eram poucos e grande parte da aprendizagem se fazia oralmente. A leitura oral é ineficiente no mundo moderno. Quando move os lábios, você executa exatamente os mesmos movimentos feitos na leitura oral. É ineficiente porque diminui o seu ritmo.

Poderíamos prosseguir, dizendo-lhe que mover os lábios é um mau hábito que você deve romper. É na verdade um mau hábito, mas é mais um sintoma do que uma causa da má leitura. Manter simplesmente seus lábios imóveis não vai melhorar em nada a sua leitura, mas se você aprender a ler melhor e mais depressa, o movimento labial deverá desaparecer. Por outro lado, também, haverá ocasiões em que você desejará ler de um modo que favoreça o movimento labial - quando estiver lendo alguma coisa muito atentamente ou quando estiver lendo algo difícil de entender.


2. Você lê palavra por palavra?

Os bons leitores sabem que algumas palavras são mais importantes que outras e não dão a mesma ênfase a cada uma. Ler palavra por palavra é mais um sintoma do que uma causa da má leitura e é geralmente sintoma de uma leitura muito ruim mesmo. As pessoas que lêem palavra por palavra geralmente têm dificuldade em juntar os vocábulos que fazem sentido. Podem entender cada palavra, quando aparece, mas não têm idéia do que as palavras dizem quando são reunidas em expressões ou frases. Essas pessoas provavelmente têm deficiências em todos os aspectos da leitura. É bem provável que escrevam mal e não saibam gramática.

3. Acha, com freqüência, palavras que não compreende ou lhe são desconhecidas nas leituras que lhe mandam fazer?

Em caso afirmativo, precisa ampliar o seu vocabulário. Há várias maneiras de fazê-lo e nós as abordaremos neste capítulo.

4. Volta atrás e acha necessário reler o que acabou de ler?

Isso é sintoma de desatenção. E às vezes, mesmo quando você presta atenção, nem sempre se lembra do que leu como deveria. O resultado é que tem que ler e reler. Se, entretanto, estudar bem o que for passado, não terá de reler quando fizer revisão. Nós lhe daremos algumas sugestões para estudar no capítulo 5, de modo que não terá de reler o mesmo assunto muitas vezes.


5. Lê tudo com a mesma velocidade e da mesma maneira?

Francis Bacon disse que: "Alguns livros são para ser degustados, outros para ser engolidos e alguns poucos para ser mastigados e digeridos". Algumas coisas devem ser apenas vistas de relance. Outras coisas, como histórias de ficção, podem ser lidas rapidamente. Outras, finalmente, devem ser lidas com muita atenção. Você deve ler cada frase como se cada palavra fosse uma bomba prestes a explodir. Se não adapta sua velocidade à natureza e à dificuldade do assunto que está lendo, não é um bom leitor e provavelmente não aprecia a leitura tanto quanto deveria.

6.Queixa-se com freqüência de que não compreende o que lê?

Algumas coisas você não entenderá. Todos nós teremos dificuldades para entender parte do que lemos, simplesmente porque ignoramos os detalhes técnicos do assunto. Mas você deve entender a maioria dos livros didáticos adotados em sua faculdade. Se sente que não entende uma grande parte do que lê, é um mau leitor. É provável que isso aconteça não só porque não possui embasamento técnico (embora isso possa também causar o problema), mas por causa das suas deficiências nas habilidades lingüísticas essenciais e porque desenvolveu maus hábitos de leitura.
Há outras falhas, mas estas são sintomáticas. Se a sua leitura é caracterizada por qualquer delas, então terá muito o que fazer para melhorar. É como mostraremos em seguida; com um pouco de esforço, quase todos conseguem melhorar sua capacidade de leitura de alguma forma. Há algumas poucas pessoas cujas dificuldades de leitura são tão fundamentais e enraizadas que seu problema recebe o nome especial de dislexia. Mas quase todo mundo pode melhorar.

LER COM UMA FINALIDADE

Quase todos os alunos, quando se sentam para estudar, escolhem um livro e começam a ler. Não se preocupam com o objetivo que passam ter para a leitura, daí resultando que lêem tudo — Literatura, História, Química, Ciência. Política — do mesmo modo. Mas as maneiras de ler variam de acordo com os objetivos. O modo por que você lê deve depender do seu propósito no momento.

LER POR ALTO

Um objetivo da leitura é descobrir do que trata determinado texto. Você quer saber que espécie de coisas estão num determinado livro, ou pode querer saber se alguma coisa em que está interessado é nele mencionada. Um meio é procurar pontos de referência. Em livros didáticos e em alguns livros técnicos, isso é relativamente fácil de fazer, porque os títulos indicam quase tudo. Você pode folhear um livro ou ma capítulo simplesmente examinando os títulos e subtítulos. Outro modo, especialmente em livros que não têm títulos, é examinar a primeira frase de cada parágrafo. Embora isso não aconteça sempre, na maioria das vezes a primeira frase contém a idéia principal do parágrafo. Da mesma forma, você poderá ler o primeiro parágrafo de cada capítulo ou seção. Finalmente, um terceiro método para ler por alto é correr os olhos pela página em busca de certas palavras críticas. Isso pode ser necessário em livros que não tenham índice. E mesmo no caso daqueles que o têm, você pode aprender tanto ao folhear o livro e procurar palavras aqui e ali, lendo frases soltas, como ao percorrer o índice. Ler por alto é um passo importante e o primeiro a ser dado quando se estuda, e teremos mais a acrescentar sobre o assunto posteriormente neste capítulo e no próximo.

EXTRAINDO A IDEIA PRINCIPAL

As vezes lemos apenas para tirar a idéia principal. Isso é importante nas leituras que fazemos com fins comerciais ou profissionais e em muitos cursos, em que há muitas leituras suplementares a fazer, você talvez tenha de ler com a finalidade única de entender a idéia principal. É também o que você faz na primeira etapa do estudo, como parte de uma primeira visão geral. Mesmo quando fizer uma leitura completa, você desejará extrair a idéia principal de cada parte do livro que estiver lendo.

Como encontrar as idéias principais? Isso depende do nível que você está considerando. Há idéias principais para capítulos inteiros, seções, subseções e parágrafos. Os parágrafos são as unidades menores e por isso começaremos por eles. A definição comum de parágrafo, aliás, é a de um trecho de prosa que trata de um único tópico. No parágrafo, tudo gira em tomo desse único tópico. A maioria dos escritores sabe disso, e geralmente põe um tópico — e apenas um — em cada parágrafo. Os alunos às vezes não o fazem e a respeito disso teremos mais a declarar no capítulo 7. Basta dizer aqui que aprender a identificar a idéia principal na leitura ajuda a estruturar melhor o que você escreve.

Ao escrever, recomendam-lhe que comece o parágrafo com uma frase-chave sobre o tópico, depois a explique, ilustre, corrobore sua afirmativa por meio de outras frases e finalmente termine o parágrafo com uma frase que o resuma ou sirva de transição para o seguinte. Começar um parágrafo com uma frase-chave sobre o tópico não é, entretanto, sempre possível ou aconselhável. As vezes a frase de transição vem antes. Essa frase mostra a ligação de um parágrafo com o que o antecede ou sucede. As vezes o autor não pode dar a idéia principal em primeiro lugar. Um bom meio de apresentar alguma coisa nova, por exemplo, é ilustrar primeiro o princípio que você vai estabelecer. O princípio e não a ilustração é que constitui a idéia principal. É o que é novo para você, não aquilo que você já conhece, é que constitui a idéia principal. Na página 42 você encontrará 'um exercício para ajudá-lo a localizar as idéias principais.

Ao procurar a idéia principal, não se preocupe com períodos completos. Os períodos geralmente contêm mais que uma idéia. A idéia principal provavelmente estará contida na, oração principal de um período. Você pode em geral reduzi-la a duas ou três palavras mentalmente.

Para entender o que estamos dizendo, pegue um de seus livros didáticos e procure alguns períodos com idéias principais. Agora, experimente eliminar os modificadores. Conserve apenas o sujeito e as palavras essenciais do predicado.É muito provável que obtenha a idéia principal.

Lembre-se, porém, de que às vezes os qualificativos são importantes para a idéia principal de uma frase-chave.Se eliminar o adjetivo na frase "Mesmo os leões domésticos mordem", o ponto principal da frase ficará perdido. Por outro lado, se você ler: "A pessoa que lê rapidamente, percorrendo cada linha com o menor numero de movimentos oculares e sem parar para devanear, é exatamente a que aprende muito em pouco tempo", poderá eliminar a maior parte das palavras, traduzi-las e chegar à seguinte idéia principal: "O que lê mais rápido geralmente aprende mais rápido".

Ocasionalmente, você encontrará parágrafos nos quais a idéia principal não é absolutamente expressa. Isso não acontece muito em livros didáticos, mas é comum na literatura, em geral, e na ficção, em particular. Um escritor pode passar um parágrafo inteiro descrevendo uma casa. O propósito, porém, não é falar da casa, mas, ao descrevê-la, contar a respeito das pessoas que lá vivem. Pela descrição, você pode saber se são velhas, impertinentes e desligadas. É preciso prestar atenção a essas coisas, ao ler literatura de ficção. Alias quase nada do que você lê é completo em si mesmo. O escritor não se preocupa em lhe dizer todo o essencial sobre o assunto. Um escritor que o fizesse se tomaria insuportavelmente aborrecido para os leitores. Ele presume que você já conheça certas coisas — que já tenha tido certas experiências. Os escritores esperam que você seja capaz de tirar certas conclusões do que lê. Se você não entende alguma coisa do que lê, talvez seja porque não conhece certas coisas essenciais para que o texto faça sentido, ou porque não tira as conclusões certas sobre o que não é explicitado.

Procure adquirir prática na busca da idéia principal dos parágrafos. Se o fizer, poderá tomar-se tão eficiente que o fará inconscientemente, sem pensar no assunto. Fazer isso é dominar um dos aspectos mais importantes de uma leitura eficiente.


EXTRAINDO DETALHES IMPORTANTES

Como os alunos nem sempre são capazes de identificar os detalhes importantes do que lêem, pensam que os professores procuram maliciosamente as minúcias mais insignificantes e triviais para pedir nas provas. Quase sempre isso é apenas justificativa para a má leitura. Embora um ou outro aluno possa identificar a idéia principal e ser incapaz de se lembrar dos detalhes, as duas coisas geralmente estão ligadas. A idéia principal é uma coisa que os psicólogos cognitivos chamam de macroestrutura. Uma macroestrutura é uma idéia que abrange e resume as detalhes. Por exemplo, você pode ler no seu livro de História que "o Congresso de Viena foi um triunfo da reação". Se conhecer o texto, poderá relacionar a idéia principal com uma porção de detalhes importantes — que os resultados da reação incluíram a restauração do equilíbrio do poder, a eliminação dos governos republicanos em toda parte, e a tentativa de restabelecer os antigos valores e sistemas.

Que é um detalhe importante? Muitas vezes é um exemplo do princípio estabelecido na idéia principal. Isso acontece com freqüência em livros de ciências. Por exemplo, um livro de Biologia pode dizer que os pardais nas áreas urbanas da Inglaterra, durante o século XIX, eram mais escuros e acinzentados do que os pardais do campo. O texto pode em seguida dizer que este è um exemplo de coloração protetora na seleção natural. Como os pardais da cidade viviam num ambiente de pedras cobertas de fuligem e pó de carvão, em vez de bosques, os que não eram avistados por predadores (gatos de pua, por exemplo) sobreviviam para procriar. O resultado foi que os pardais da cidade se tornaram mais escuros que os da roça. A idéia importante é que a coloração protetora resulta da seleção natural. Os pardais da Inglaterra são o exemplo.



ANALISANDO PARÁGRAFOS

Aqui estão dois parágrafos tirados da obra de C. R. McConnell, "Economics: Principles, Problems, and Policies, 7a ed., McGraw-Hill,, New York, 1978. No primeiro desses parágrafos analisamos as palavras e frases para mostrar como se faz. O segundo parágrafo é para você praticar. Sublinhe as palavras e frases importantes e depois escreva seu diagnóstico na margem.


ideia principal Os economistas apresentam a idéia de que as necessidades específicas do consumidor podem ser satisfeitas com unidades sucessivas de bens na lei de utilidade marginal decrescente. Vamos dissecar esta lei para ver exatamente o que significa.
Explicação por meio de exemplo Um produto tem utilidade se tem o poder de satisfazer uma necessidade. Utilidade é poder de satisfazer uma necessidade. Duas características deste conceito devem ser enfatizadas: primeiro “utilidade” e “funcionalidade” não são, de modo algum, sinônimos.  Os quadros de Picasso podem ser inúteis no sentido funcional do termo e entretanto ter imensa utilidade para os conhecedores de arte.
Explicação por meio de exemplo Em segundo lugar – e isso está implícito na primeira idéia – a utilidade é uma noção subjetiva. A utilidade de um produto específico varia enormemente de pessoa para pessoa. Um gole de aguardente pode ter imensa utilidade para um bêbado que perambula pelas ruas, mas uma utilidade zero ou negativa para a presidente da WCTU (Woman´s Christian Temperance Union) local. Utilidade marginal quer dizer apenas a utilidade ou satisfação extra que um consumidor obtém de uma unidade adicional de um produto específico. Em qualquer período de tempo relativamente curto, em que se possa presumir que os gostos do consumidor não mudem, a utilidade marginal derivada de unidades sucessivas de determinado produto declinará. Por quê? Porque um consumidor ficará finalmente saturado ou “cheio” daquele produto específico. O fato de que a utilidade marginal diminui, à medida que o consumidor adquire mais unidades de um determinado produto, é conhecido como lei da utilidade marginal decrescente.


Naturalmente o que é importante é uma questão de avaliação e as pessoas nem sempre concordam. Mas quase sempre, particularmente em livros didáticos, que são organizados para apresentar informações de modo ordenado, é fácil extrair a idéia principal e pelo menos os detalhes mais importantes. Se você se habituar a ler de modo a identificá-los sem pensar muito, será mais eficiente em absorver informações do que se apenas for lendo sem se preocupar com o que é importante ou não.


LER POR PRAZER

Quanto mais você ler por prazer, melhor leitor se tomará. Algumas pessoas pouco lêem além do Guia de TV e das seções de esporte, histórias em quadrinhos ou colunas de mexericos nos jornais. Todos temos coisas de que gostamos de ler por prazer, mas uma das coisas que a educação superior deve fazer por você é alargar os limites das coisas que você lê. Aceite também o fato de que você pode ler por prazer da mesma maneira que lê para aprender. Algumas coisas você pode querer ler bem devagar, até mesmo em voz alta ou dizendo as palavras para si mesmo enquanto lê. Outras coisas vai querer apenas ler por alto. Algumas vai querer lembrar depois de ler, outras não. Aqui você vai querer ser um leitor ativo, buscando as idéias importantes e incorporando-as ao seu cabedal de conhecimentos. Algumas coisas você vai querer ler por causa da forma como foram escritas. Esteja atento ao estilo do que lê. Se fizer isso, aumentará seu prazer de ler e quando você aumenta o seu prazer na leitura toma-se um melhor leitor.


AVALIAR O QUE VOCÊ LÊ

Outro objetivo que orientará sua leitura de vez em quando é a avaliação. Você lerá com freqüência assuntos polêmicos, entrevistas, reportagens e outras coisas que nem sempre podem ser julgadas pelo seu valor nominal. Você pode até ler coisas que ofendam suas crenças e valores. Procure descobrir por quê. Mesmo os livros didáticos nem sempre estão de acordo com suas crenças e idéias preconcebidas. Quando houver essa discordância, examine suas crenças e descubra se você quer mantê-la ou não. Se você fizer isso, descobrirá que está numa posição muito melhor para defender essas crenças.

Se tomar uma posição avaliadora, ao ler, você se manterá alerta e absorverá conhecimentos de maneira mais seletiva. Aumentará sua habilidade para dissecar argumentos. Ficará menos satisfeito em aceitar tudo o que lê pelo seu valor aparente.


AMPLIANDO O QUE LÊ

Outro objetivo da leitura é expandir ou ampliar o que você lê, de modo que possa ser aplicado a situações não mencionadas pelo autor. Você pode aplicar o que lê aos seus próprios problemas. Quando ler este livro, por exemplo, algumas idéias poderão ser aplicadas ao modo por que você faz as coisas e outras, não. Está atento a isso e pode ampliar o que dizemos de modo a tomar este livro mais eficaz na resolução de seus problemas? Isso também faz parte do processo de tomar a leitura uma experiência ativa.


USANDO OS OLHOS

Saber o que acontece quando você lê pode ajudá-lo a melhorar sua leitura. Naturalmente você usa os olhos quando lê, mas usa-os de modo especial e até mesmo bastante estranho. Nesta seção, vamos dizer-lhe como os olhos funcionam durante a leitura e como o conhecimento desse fato pode ajudá-lo a usá-los melhor para ler. Você precisa saber, entretanto, que seus olhos são apenas instrumentos. É o seu propósito, a sua atenção e a sua atitude que realmente controlam o que você lê. Quando esses fatores se aperfeiçoam, o uso adequado dos olhos quase sempre é uma resultante.


MOVIMENTOS OCULARES

Você, com certeza, sabe que seus olhos não se movem suavemente através das páginas que lê, mas talvez desconheça os detalhes de como eles realmente se movem. Quando os olhos percorrem uma linha escrita, movem-se numa série de movimentos rápidos interrompidos por pausas muito breves. Esses movimentos são tão rápidos que não se tem consciência deles. O cérebro consegue bloquear todos os sinais que vêm dos olhos durante esses movimentos, de modo que só se tem consciência do que se vê durante as pausas.

Quase todos nós não nos apercebemos das próprias pausas, de modo que temos a impressão de que nossos olhos se movem suavemente através das páginas. Se você observar outra pessoa ler, verá claramente os movimentos rápidos e bruscos. A maneira mais fácil de fazer isso é pegar uma "cobaia" — o seu companheiro de quarto, por exemplo —, fazê-lo sentar-se perto de você e ler. Você então focaliza um espelho de mão nos olhos dele de modo a vê-los quando se movem.

O que você provavelmente não pode fazer, porque são muito rápidos, é contar os movimentos oculares. As pausas, que são as fixações, duram apenas 1/4 ou 1/5 de segundo. O número de pausas por linha varia, naturalmente, de acordo com o comprimento da linha impressa, a natureza do material lido e outros fatores. Mas o mais importante é que varia com a capacidade do leitor. Os bons leitores fixam, em média, uma vez a cada três palavras impressas. O estudante universitário médio, porém, só cobre uma palavra ou uma palavra e meia a cada fixação. Surpreendentemente, entretanto, há muito pouca diferença na velocidade dos movimentos entre bons e maus leitores. Cerca de 90% do tempo total de leitura é gasto nas fixações, portanto a rapidez dos movimentos faz pouca diferença.

Há outra diferença entre bons e maus leitores, que pode ser mais importante que a durarão das pausas ou quantas palavras são lidas em cada fixação. É a freqüência dos movimentos regressivos. Os movimentos regressivos ou regressões são aqueles efetuados em sentido inverso. Todos nós fazemos movimentos regressivos de vez em quando; isto é, voltamos atrás na linha que estamos lendo. Não temos consciência disso, mas, uma vez mais, se tivermos uma "cobaia" à mão para observar, será fácil detectar esses movimentos regressivos.

Esses movimentos são muito mais freqüentes nos maus leitores do que nos bons. Os leitores principiantes os fazem quase que uma palavra sim, outra não, ao passo que o estudante universitário médio pode percorrer uma linha inteira sem fazer nenhum.
Outra diferença entre bons e maus leitores está no movimento de retorno. Os bons leitores fazem um único movimento de retomo do fim de uma linha impressa para o começo de outra. Os maus leitores lêem acima ou abaixo e têm que fazer correções até encontrar o começo da linha.


MELHORANDO OS MOVIMENTOS OCULARES

Os movimentos oculares durante a leitura são de caráter automático e reflexivo. Isso significa que não se pode fazer muita coisa, direta e conscientemente, para melhora-los. Na verdade, saber algo sobre eles pode lhe trazer um certo desconforto e constrangimento com relação à leitura. Algumas clínicas de leitura têm aparelhamento que pode ajudar, até certo ponto, a corrigir os movimentos oculares defeituosos, mas hoje em dia dá-se maior importância à correção dos movimentos oculares feita de modo indireto, pela modificação dos hábitos mentais de leitura. A medida que você aperfeiçoar sua maneira de ler, seus movimentos oculares melhorarão quase que automaticamente. Como mostraremos posteriormente, manter um registro da velocidade de leitura ajuda a aumenta-la.

Há um limite máximo para a velocidade de leitura. Não se pode diminuir o tempo de fixação para muito menos que 1/5 de segundo. Você não pode aumentar o ritmo dos seus movimentos oculares, e até mesmo os melhores leitores precisam fazer uma pausa, geralmente de três em três palavras. Desse modo, mesmo que não faça movimentos regressivos e que os seus movimentos de retorno sejam absolutamente certeiros, você não pode ler mais que 900 palavras por minuto. Não importa o que lhe digam — ler mais depressa do que isso é ler por alto. Algumas coisas, evidentemente, podem ser lidas por alto. Mas lembre-se, se alguém diz que consegue ler mais que 900 palavras por minuto, este cálculo se refere a uma leitura por alto, não a uma leitura verdadeira.

Quase todo mundo pode aumentar o ritmo de leitura. Um estudante médio lê um livro didático fácil a uma velocidade de 200 a 300 palavras por minuto. Esse ritmo pode ser bastante aumentado, e à medida que aumentar, os movimentos oculares se aperfeiçoarão.


COMO MELHORAR SUA LEITURA

Há algumas coisas que quase todo mundo pode fazer para melhorar a capacidade de ler. Algumas virão naturalmente à medida que você adquirir melhores hábitos de estudo, pois muitas vezes a má leitura é resultante de atenção dispersa ou de incapacidade de transformar o que se lê num conhecimento coerente. Mas há algumas providências específicas — além da melhora geral dos hábitos de estudo — que você pode tomar para melhorar sua leitura.


CONSTRUIR UM VOCABULÁRIO

Se você quer entender o que lê, terá de aumentar seu vocabulário, à medida que seus textos de leitura se tomarem mais difíceis. Na faculdade, você vai aprender muitas coisas que são novas para você. É claro que vai adquirir multas palavras novas. Muitas delas serão termos técnicos, próprios de uma determinada disciplina. Se estudar Economia, ouvirá falar de "curvas de demanda" e "utilidade marginal". Se estudar Psicologia, encontrará "libido" e "gânglio", em Filosofia "epistemologia" e "positivismo". Você precisa saber o que essas palavras significam, lendo sobre elas ou ouvindo falar a seu respeito, ou então consultando um glossário ou dicionário. Além desses termos técnicos, verá que os livros que terá de ler contêm palavras que lhe são desconhecidas, como "heurística". "peroração" e "reticular". Finalmente, verá palavras e expressões conhecidas empregadas com sentidos novos e bastante específicos.

Um dos indícios mais evidentes de um bom aluno (e um bom leitor) é o vocabulário. Os bons alunos não só reconhecem e definem maior número de palavras, como também distinguem mais exatamente o sentido das palavras. Isso os ajuda a ler mais depressa. Eles percebem de relance o significado das palavras. Não precisam parar para pensar. Não se sentem frustrados por uma incapacidade de compreender o que lêem. Por isso, para aprender a estudar e a ler mais depressa, é preciso dominar as palavras que se lê. Há várias maneiras de fazer isso.

Prestar atenção às palavras novas — Fique atento às palavras novas. Quando vir uma palavra nova ou encontrar uma que já tenha visto antes, mas não consegue identificar, não passe por cima dela. Isso não é só ser preguiçoso, é também um caminho certo para um mau desempenho acadêmico. O significado de uma frase inteira pode depender de uma palavra nova, desconhecida. E esta pode ser a frase que contém a idéia principal. Ficar atento às palavras novas é mais uma forma de tornar a leitura um processo ativo.

Usar o dicionário — Uma vez identificada uma palavra nova, uma palavra antiga em contexto novo ou uma palavra que você julga conhecer mas não tem certeza, a primeira coisa a fazer é procurá-la num dicionário. O dicionário é o mais importante meio auxiliar para o estudo que você possui. Use-o. E certifique-se de que é um bom dicionário. Há muitos dicionários baratos à venda em lojas e supermercados, mas um dicionário barato é como um pneu de automóvel barato. Se é só o que você pode comprar, tudo bem, mas será melhor sacrificar alguma outra coisa e comprar um bom. Se ainda não tem um, compre um dicionário que se destine ao uso em universidades. Embora existam alguns à venda em brochuras, será melhor comprar um com uma boa encadernação. Se você vai realmente tirar o maior proveito dele, certamente será muito manuseado.
Quando procurar uma palavra no dicionário, descubra seu significado específico no contexto em que a encontrou. Muitas palavras têm sentidos gerais, que são encontrados no dicionário, mas também significados específicos em determinados contextos. Isso acontece principalmente com palavras que são usadas como metáforas (se você não sabe o que é "metáfora", ou se pensa que sabe mas não tem certeza, procure no dicionário). Uma vez que compreenda o sentido e os vários empregos de uma palavra nova, ela passa a ser sua propriedade pessoal.
Toda pessoa Instruída precisa formar o hábito de usar o dicionário. Escritores de sucesso, que têm um melhor domínio do Inglês do que a maioria das pessoas, muitas vezes têm meia dúzia de dicionários para diversos fins. Estão sempre procurando palavras novas e até mesmo palavras que usaram a vida toda, simplesmente para apurar o emprego dessas palavras com determinados objetivos.


COM QUE VELOCIDADE VOCÊ LÊ?

Apresentamos aqui dois textos que você pode usar para ter uma idéia aproximada da sua velocidade de leitura. Antes de lê-los, pegue um relógio de pulso ou de mesa que tenha ponteiro de segundos. Quando estiver pronto para começar escreva a hora exata com minutos e segundos no alto do texto (por exemplo: 7h 23min 15seg). Em seguida leia o texto o mais depressa que puder. Não o faça, porém» tão depressa que não consiga entender e lembrar o que leu, porque vai ter de fazer o teste de compreensão que anexamos a cada texto. Quando acabar de ler, marque a hora exata no fim do texto. Depois vá diretamente ao teste de compreensão. Não olhe para o texto enquanto fizer o teste. Você deve acertar quase todos os itens (pelo menos nove). Se errar muitas perguntas é porque não leu com atenção suficiente. Você poderá encontrar um índice aproximado da sua velocidade de leitura, confrontando a tabela com o tempo que levou para ler o texto.

TEXTO N.° l

Os funcionários da burocracia são recrutados através de concursos organizados pela Comissão de Serviço Público em todo o pais, periodicamente. Qualquer pessoa pode fazer os concursos e os resultados destas determinam quem pode ser escolhido para um cargo federal, sendo que os veteranos de guerra recebem pontos a mais. Um órgão com vagas para funcionários notifica a Comissão de Serviço Público e recebe três nomes para escolher.
Embora mais justo que o sistema de "pistolões", este método de recrutamento ainda dá lugar a que certos grupos sejam discriminados. Os que têm menos oportunidades de se educar têm menor probabilidade de fazer muitos pontos nos concursos, que podem ser indicadores imperfeitos de sucesso na função. E a força da tradição tem desencorajado membros de alguns grupos, como mulheres e negros, de procurar trabalho em outras categorias profissionais que não as de um número limitado. Os cargos nas esferas mais bem remuneradas são geralmente ocupados por homens brancos.
Para ajudar a isolar o sistema das pressões políticas e dos males do sistema de "pistolões", os funcionários públicos civis têm suas atividades limitadas por lei. Podem votar, fazer contribuições financeiras e expressar opiniões. Podem assistir a comícios políticos ou ocupar cargos eletivos locais. Mas a Lei Hatch, aplicada pela primeira vez em 1933, lhes proíbe tomar parte ativa em política partidária e campanhas eleitorais. Também não podem
ocupar cargos eletivos na esfera estadual ou federal. Outra limitação à atividade dos funcionários públicos é o acordo que o candidato a um emprego público subscreve de não fazer greve contra o governo. Nos últimos anos, esse compromisso não tem sido uma barreira muito segura contra as negociações coletivas. O Presidente Kennedy reconheceu o direito dos funcionários públicos de se organizarem, quando assinou uma ordem do Executivo nesse sentido. Hoje em dia, a maioria dos funcionários públicos civis pertence a sindicatos. O compromisso de não fazer greve não tem sido observado com multo rigor. Os funcionários do correio fizeram greve em 1970 e este ato foi seguido de uma "licença por doença" — funcionários ficando em casa por doença, em vez de irem trabalhar, como meio de protestar contra suas condições de trabalho — de um grande número de controladores de tráfego aéreo da Agência Federal de Aviação.
A substituição do sistema de "pistolão" pelo sistema do mérito produziu uma burocracia estável e capacitada, mas que absorve muito tempo e energia em administração interna. Também cria uma tendência conservadora isolando os detentores do poder decisório das pressões eleitorais e desencorajando inovações. A política governamental foi assim afastada ainda mais do controle popular. Se a lei é o que os juizes dizem que ela é, a política é o que os administradores dizem que é. E quando os administradores não mudam, com os ocupantes de cargos eletivos, os interesses políticos podem continuar a aluar dentro do governo, multo tempo depois de terem sido repudiados pêlos eleitores.

(D.J. Olson M. Meyer, “Governing the United States: To Keep the Republic in Its Third Century”, 2ª ed.: McGraw-Hill, New York, 1978, p. 401.)


TESTE DE COMPREENSÃO PARA O TEXTO N° 1

Marque “falso” ou “verdadeiro”

_____ 1. A Comissão de Serviço Público fornece a cada órgão do governo um nome para cada cargo.
_____ 2. Os funcionários públicos têm suas atividades políticas limitadas por lei.
_____ 3. A Lei Hatch foi promulgada em 1962.
_____ 4. Embora os funcionários públicos civis não possam fazer greve, têm permissão para participar de negociações coletivas.
_____ 5. Quase nenhum funcionário público pertence a sindicato.
_____ 6. O sistema de mérito resultou em instabilidade na burocracia.
_____ 7. Os administradores com poder decisório ficam isolados das pressões eleitorais.
_____ 8. O sistema do mérito exige muito tempo e energia para administração interna.
_____ 9. O sistema do mérito afastou ainda mais a política do governo do controle popular.
_____ 10. Uma vez repudiados pelos eleitores, os interesses políticos cessam de atuar dentro do governo.

A chave para correção do teste é a seguinte: (1) F, (2) V, (3) F, (4) V, (5) F, (6) F, (7) V, (8) V, (9) V, (10) F.



TEXTO N.° 2

As mudanças geológicas que afetaram a geografia da América do Norte /influenciaram profundamente o curso da história americana. Uma das mais importantes características geográficas do continente é o seu isolamento, também partilhado, naturalmente, pela América do Sul, da grande massa de terra interligada da Europa, Ásia e África. O "homo sapiens" ou homem moderno evoluiu aparentemente a partir de hominidas ou criaturas humanóides, em algum ponto do Velho Mundo, mais ou menos há 200.000 anos. Ele viveu na verdade, em cada um dos três continentes do Velho Mundo. Nenhum ser humano pisou o solo americano até, pelo menos, vinte mil anos atrás. Desse modo, durante aproximadamente 90% do período da existência do homem sobre a Terra, o Novo Mundo não foi habitado por seres humanos.
As plantas e animais do Novo Mundo também diferem dos do Velho Mundo em conseqüência da grande barreira de água entre as duas grandes áreas de terra. Até a chegada dos europeus, a América não tinha bois, porcos, carneiros ou cabras. Os cavalos e camelos tinham habitado o Hemisfério Ocidental, mas haviam sido extintos antes da chegada de Colombo. Entre os principais animais domésticos, somente o cão, que emigrara da Ásia com o homem; precedeu Colombo nestas plagas.O cultivo de cereais como o trigo, o arroz, o centeio, a aveia e a cevada ajudaram os habitantes do Velho Mundo a progredir de caçadores nômades e coletores a agricultores sedentários. Com exceção do arroz silvestre, nenhum daqueles cereais era cultivado na América pré-Colombiana, mas o milho, planta híbrida desenvolvida pêlos índios, permitiu a alguns deles fazer a mesma transição da caça e da coleta de alimentos para a vida agrícola sedentária.
As condições geológicas que isolaram o Novo Mundo do Velho não foram constantes. O aquecimento e o resfriamento da terra, alternados, elevaram e baixaram violentamente o nível do mar. Nos períodos de calor, o gelo da era glacial derreteu em tais quantidades que, talvez associado a outros fatores, fez subir o nível do mar de tal forma que inundou cerca de metade da América do Norte, inclusive grandes partes do Sul e do Meio Oeste. Durante esses períodos, formas de vida tropical existiam na beira do Oceano Ártico. Em quatro ocasiões, a última aproximadamente
Nenhum ser humano pisou o solo americano até, pelo menos, vinte mil anos atrás. Desse modo, durante aproximadamente 90% do período da existência do homem sobre a Terra, o Novo Mundo não foi habitado por seres humanos.
As plantas e animais do Novo Mundo também diferem dos do Velho Mundo em conseqüência da grande barreira de água entre as duas grandes áreas de terra. Até a chegada dos europeus, a América não tinha bois, porcos, carneiros ou cabras. Os cavalos e camelos tinham habitado o Hemisfério Ocidental, mas haviam sido extintos antes da chegada de Colombo. Entre os principais animais domésticos, somente o cão, que emigrara da Ásia com o homem; precedeu Colombo nestas plagas.O cultivo de cereais como o trigo, o arroz, o centeio, a aveia e a cevada ajudaram os habitantes do Velho Mundo a progredir de caçadores nômades e coletores a agricultores sedentários. Com exceção do arroz silvestre, nenhum daqueles cereais era cultivado na América pré-Colombiana, mas o milho, planta híbrida desenvolvida pêlos índios, permitiu a alguns deles fazer a mesma transição da caça e da coleta de alimentos para a vida agrícola sedentária.
As condições geológicas que isolaram o Novo Mundo do Velho não foram constantes. O aquecimento e o resfriamento da terra, alternados, elevaram e baixaram violentamente o nível do mar. Nos períodos de calor, o gelo da era glacial derreteu em tais quantidades que, talvez associado a outros fatores, fez subir o nível do mar de tal forma que inundou cerca de metade da América do Norte, inclusive grandes partes do Sul e do Meio Oeste. Durante esses períodos, formas de vida tropical existiam na beira do Oceano Ártico. Em quatro ocasiões, a última aproximadamente 9.000 anos antes de Cristo, o resfriamento da Terra fez com que geleiras de uma ou duas milhas de espessura cobrissem a metade setentrional da América do Norte.
Os efeitos das geleiras confundem a imaginação. Elas varreram o solo arável da Nova Inglaterra para o mar, deixando atrás uma terra rochosa e árida. Como que para compensar a região por essa perda, entretanto, as geleiras aparentemente provocaram a formação de uma vasta plataforma continental de águas relativamente rasas, que ainda fornece uma das maiores áreas de pesca comercial do mundo. Mais para o Oeste, as geleiras escavaram os Grandes Lagos e converteram dois rios, que corriam para o Norte, nos sistemas fluviais do Missouri e do Ohio, como tributários do Mississippi.
Ao conservar na Terra tão grande parte do suprimento de água do mundo, as geleiras também baixaram violentamente o nível do mar. No Estreito de Bering, entre o Alasca e a Sibéria, apareceu uma ponte de terra ligando o Velho Mundo ao Novo. Provas arqueológicas e antropológicas confirmam sem sombra de dúvida que foi por essa ponte que o homem e o seu amigo cão emigraram pela primeira vez do Velho Mundo para o Novo.

(Extraídos de N.A. Graebner, G. C. Fite e P.L. White, “ A History of the American People”, 2ª ed., McGraw-Hill, New York, 1975, p.3.)


TESTE DE COMPREENSÃO PARA O TEXTO N.° 2

Marque "falso" ou "verdadeiro".

_____ 1. Nenhum ser humano pisou o solo americano até 20.000 anos atrás.

_____ 2. Os cavados não existiam na América do Norte até a chegada de Colombo.

_____ 3. Os índios cultivavam trigo, arroz, centeio, aveia e cevada.

_____ 4. Nenhum índio pré-colombiano havia feito a transição da caça e coleta de alimentos para a vida agrícola sedentária.

_____ 5. As condições geológicas que isolaram o Novo Mundo do Velho permaneceram constantes.

_____ 6. As geleiras varreram o solo arável da Nova Inglaterra para o mar.

_____ 7. As geleiras produziram uma vasta plataforma continental de água relativamente rasa.

_____ 8. As geleiras escavaram os Grandes Lagos.

_____ 9. No período glacial houve uma ponte de terra através do Est. de Bering.

_____ 10. Não há provas de como o homem veio do Velho para o Novo Mundo.

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A chave para a correção do teste é a seguinte: (2) V, (2) F, (5) F, (4) F.
(5) F. (6) V, (7) V, (S) V, W V, W) F.

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Fichas de vocabulário — Se você tem um vocabulário pobre, terá de se esforçar muito para aumentá-lo. Um modo de fazer isso é utilizar fichar de vocabulário. Fichas de arquivo de três polegadas por cinco são as melhores para este fim. Traga sempre algumas consigo e quando encontrar uma palavra nova ou um vocábulo sobre o qual tenha alguma dúvida, escreva-o na ficha. Escreva também a expressão ou frase em que a encontrou, de modo a conhecer alguma coisa sobre o contexto. Mais tarde, quando tiver um dicionário à mão, procure a palavra e escreva sua definição do outro lado da ficha.

Quando você já tiver acumulado um bom número de fichas, pegue-as e olhe para o lado onde está escrita a palavra nova. Procure lembrar-se do seu significado e depois vire a ficha para conferir se está certo. Algumas pessoas controlam-se a si mesmas, colocando um ponto no canto da ficha cada vez que erram a definição. O uso de fichas de vocabulário é particularmente útil quando você está matriculado num curso em que se empregam muitos termos técnicos desconhecidos. As definições que você encontra num dicionário comum são para uso geral, não para uso técnico, a não ser que a palavra tenha apenas um sentido técnico. Para muitas palavras técnicas e usos técnicos de palavras comuns, você precisará consultar um glossário ou um dicionário especial. Muitos livros didáticos elementares trazem glossários dos termos especiais usados nesse campo específico do conhecimento. E existem dicionários especiais para quase todas as ciências naturais e sociais, bem como para campos profissionais como Medicina e Direito. Embora você provavelmente não queira comprar um deles (são geralmente caros), a não ser que esteja seriamente empenhado no assunto, você os encontrará na biblioteca. Se tiver alguma dúvida sobre o uso correio de um termo técnico, principalmente num trabalho de final de semestre, consulte o dicionário especializado adequado.

Os termos técnicos são, com frequência, mais importantes do que os estudantes imaginam. Em alguns cursos, mais de metade da matéria consiste em saber o que significam os termos técnicos. Os bons alunos listam esses termos separadamente e os estudam. Às vezes, têm folhas separadas em seus cadernos só para os termos técnicos. Outras vezes, sublinham essas palavras em seus apontamentos. Revêem esses termos sistematicamente antes de uma prova.

Dissecando as palavras — Você pode melhorar seu vocabulário aprendendo como as palavras se juntam. A língua portuguesa, principalmente o vocabulário derivado do Latim, é constituída de elementos, muitos dos quais são empregados em inúmeras combinações para produzir novas palavras. Há três espécies de elementos: prefixos, sufixos e radicais. Se você conhecer o significado de um determinado prefixo e um radical, ou de um sufixo e um radical, poderá decifrar o sentido de uma palavra desconhecida que combine esses elementos.

O radical é a parte principal da palavra, ao passo que o prefixo e o sufixo são sílabas especiais acrescentadas no início e no fim da palavra. Na palavra "premeditação", "pré" é o prefixo, "medita" é o radical e -"ção" é o sufixo. O prefixo "pré"- significa antes e o sufixo -"cão" indica que a palavra é um substantivo. "Medita (r) significa ponderar, intentar, projetar. Portanto "premeditação" se refere a um ato que é projetado antes, como assassinar alguém com premeditação.

Numa tabela separada (página 51) apresentamos uma lista dos prefixos e sufixos mais comuns. Como exercício, procure descobrir o sentido desses elementos (deixamos espaço para isso), em seguida confira, procurando o significar do num dicionário. Se a sua resposta estiver errada, procure aprender o sentido certo.
Também fornecemos uma pequena lista de alguns radicais latinos mais comuns e de seus significados. Como poucos alunos estudam Latim, não seria justo esperar que você conhecesse o significado desses radicais, embora provavelmente seja capaz de decifrar alguns deles a partir das palavras da língua portuguesa que os contêm. Esses radicais latinos aparecem com muita freqüência num grande número de palavras do Português.
Se você tem um bom dicionário, é provável que ele lhe dê (antes da definição e depois da pronúncia) a etimologia da palavra em questão. Por exemplo, um dos dicionários que os estudantes universitários comumente usam diz que "doméstico" é um adjetivo e deriva da palavra latina "domesticus", que por sua vez se baseia em outro vocábulo latino, "domus" — que significa "casa".

Algumas palavras gregas entraram para a língua portuguesa, na maioria dos casos, através do Latim. Embora sejam muito menos freqüentes que palavras de origem puramente latina, algumas delas são muito importantes. "Logos", que em grego tinha um amplo significado, incluindo palavra, discurso, pensamento e conhecimento, é a base da palavra "lógica" e do sufixo "-logia" (como em Psicologia, Sociologia etc...), bem como do radical de palavras como "prólogo". Aprender palavras pode ser uma atividade absorvente e se você acha interessante ler a origem das palavras no dicionário, pode consultar dicionários históricos ou etimológicos. Entre os bons dicionários etimológicos da língua portuguesa, podemos citar o Dicionário Etimológico Resumido de Antenor Nascentes e o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa de José Pedro Machado.


O QUE VOCÊ PODE APRENDER NUM DICIONÁRIO

Eis a reprodução do verbete Memória, conforme aparece no grande e Novíssimo Dicionário da Língua Portuguesa, de Laudelino Freire. Dá-nos ele a pronúncia da palavra, nos casos duvidosos, indica a categoria gramatical (s = substantivo) e a etimologia. A seguir, define a palavra e apresenta uma série de sinônimos. O estudo cuidadoso deste verbete pode ensinar-lhe o uso correto de meia dúzia de palavras.

MEMÓRIA — s. f. Lat. memória. Faculdade de conservar idéias ou noções adquiridas. / 2. Reminiscência. / 3. Celebridade. / 4. Rememoração, lembrança, recordação. / 5. Fama, nome, crédito, reputação. / 6. Monumento levantado para comemorar os feitos de alguma pessoa ilustre, ou algum acontecimento notável. / 7. Rol, f atura ou nota de despesas que o credor envia ao devedor para sua lembrança. / 8. Espécie de requerimento suplementar em que se recorda a petição primitiva; memorial. / 9. Documento em que a parte expõe a sua defesa ou o
seu pedido e que junta aos autos. / 10. Comemoração de um santo ou a oração em que ela se faz no ofício do dia. /li. Anel que se dá para conservar a lembrança de alguma pessoa ou comemorar algum fato. / 12. Nota diplomática que o representante de uma nação apresenta ao governo junto do qual está acreditado com a exposição de qualquer fato. / 13. Dissertação sobre um objeto científico ou literário, destinada já a ser enviada a uma corporação, a uma academia, a uma escola ou ao governo, já a ser publicada pela imprensa. / 14. Vestígio; qualquer sinal que faça recordar algum fato. / 15. Apontamento para lembrança.

 

PREFIXOS, SUFIXOS E RADICAIS LATINOS MAIS COMUNS

Os prefixos e sufixos que apresentamos a seguir ocorrem com frequência nas palavras da língua portuguesa. Todos estão relacionados e definidos em qualquer bom dicionário. Você pode aumentar seu vocabulário procurando seu significado e escrevendo-o no espaço deixado. Também incluímos alguns dos muitos radicais latinos que servem de base a vocábulos do Português. Demos o significado de cada um em Português. Experimente escrever, ao lado de cada um, o maior número possível de palavras do Português derivadas desses radicais.

PREFIXO SIGNIFICADO  
ab, abs, a au    
ad, a    
ambi, am    
ante    
bi    
com, con, cor, co    
de    
dis, dir, di    
ex, e    
in, ir, i    
pré    
oro, prod    
re    
sub, su    
trans    
SUFIXOS SIGNIFICADOS  
al, ar    
ante    
ente    
ao, arão    
mente    
vel    
íssimo    
izar    
oso    
ista    
ivo    
ense    
inho, zinho    
ALGUMAS RAÍZES LATINAS COMUNS SIGNIFICADO EXEMPLO
capio capio tomar, segurar  
duco conduzir  
facio fazer  
fero transportar, carregar  
mito mandar  
plico dobrar  
pono colocar  
tendo estender  
teneo segurar  
specio observar,ver  

 

APRENDENDO A LER MAIS DEPRESSA

Mencionamos anteriormente, neste capítulo, que há um limite máximo à nossa velocidade de leitura. A maioria das pessoas, entretanto, raramente se aproxima desse limite máximo, portanto há sempre o que aperfeiçoar. Por outro lado, às vezes lemos quando só é necessário passar os olhos. Há diferentes maneiras de fazê-lo. Os que já fizeram cursos de leitura dinâmica sabem que se pode passar os olhos numa página em alguns segundos. Entretanto, pode-se fazer isso de modo mais detalhado, extraindo tantas informações como se extrai de uma leitura comum. Na verdade muitos leitores de grande capacidade combinam o simples passar de olhos com a leitura e todos os bons leitores, quando lêem, adaptam seu ritmo à dificuldade ou à falta de conhecimento do assunto.

Prática de leitura — "Eu tenho muita prática de ler", diria você. "Leio várias centenas de páginas por semana”.Realmente você exercita muito a leitura, se é estudante universitário. Mas a prática não leva necessariamente ao aperfeiçoamento. Muitos anos atrás, o famoso psicólogo da educação, Edward I. Thorndike, demonstrou uma verdade fundamental: Você só pode melhorar seu desempenho na próxima vez se souber como se saiu na última. Thorndike pediu a pessoas de olhos vendados que traçassem uma linha com exatamente dez centímetros de comprimento. As pessoas podiam continuar a traçar centenas de linhas sem se aproximarem dos dez centímetros. Mas se lhes diziam, após cada tentativa, qual o tamanho da linha que haviam acabado de traçar, conseguiam traçar uma linha com quase dez centímetros depois de algumas tentativas apenas. "É claro", dirá você. Talvez seja, mas ainda ignoramos esse principio com muita frequência. As pessoas tentam melhorar sua velocidade de leitura sem saber com que velocidade lêem. O primeiro passo, pois para aumentar o seu ritmo de leitura é manter um registro da velocidade com que você lê.
Dedique um período de tempo especial, a cada dia, para praticar a leitura rápida. Pode ser a qualquer hora, contanto que possa contar com ele, e não deixar que outras atividades interfiram. Calcule uma meia hora — ou pelo menos dez ou quinze minutos — para praticar a leitura rápida.

Escolha material que você goste de ler e que não seja difícil demais: romance, livro de contos, uma revista como "Time" ou o "Newsweek". Escolha, entretanto, alguma coisa que não o distraia com ilustrações e que não exija leitura de tabelas, gráficos e fórmulas. Qualquer que seja o material escolhido, mantenha o mesmo tipo durante a primeira fase do seu curso de autotreinamento. Se você escolher uma revista como o "Time", que tem diversas colunas e formato irregular, continue a ler essa espécie de material. Se escolher um livro com apenas uma coluna por página, continue a ler outros livras semelhantes.
Pegue um relógio de pulso ou de mesa que tenha um ponteiro de segundos, e anote a hora exata quando começar a ler. Leia o mais rápido que puder, procurando, porém, entender o que lê. Depois de ler três ou quatro páginas, anote a hora novamente. Subtraia a primeira hora da segunda e divida pelo número de palavras que você leu. Não é preciso contar todas as palavras. Conte as palavras em dez linhas, ache a média e depois multiplique pelo número de linhas.

Você encontrará um mapa na página 54, no qual você pode anotar os seus resultados. Registre no mapa a fonte e os números das páginas que você leu, o número de palavras, a hora e a sua velocidade. Também será útil fazer um gráfico dos resultados. Ponha no eixo horizontal do gráfico a sessão de prática — primeira, segunda, terceira etc... — e no eixo vertical o número de palavras por minuto. Marque no gráfico o ritmo de leitura em cada sessão de prática. Desse modo você não apenas poderá dizer se está melhorando ou não, mas também se está melhorando num ritmo crescente e, além disso, achará mais fácil descobrir as flutuações irregulares do seu ritmo.

Certifique-se de que não está sacrificando a compreensão. Você deve verificar, de vez em quando, o quanto consegue lembrar do que leu.
Se for um aluno mediano, deve alcançar quase a velocidade máxima depois de algumas semanas de sessões diárias de prática de leitura. Você poderá deduzir isso pelo mapa ou pelo gráfico. Não será o máximo que pode fazer, mas é bastante bom para começar. Em seguida deverá praticar com material mais difícil, como os livros didáticos que usa. Precisará trabalhar com material em que as palavras são maiores e as frases mais longas. Se praticar a maneira adequada, vai ler mais devagar durante as primeiras sessões com o material mais difícil.
Ao mesmo tempo, perceberá que consegue ler o»s textos pedidos com maior rapidez e eficiência. Ler com eficiência implica em regular a velocidade de leitura de acordo com a dificuldade do material. Quando passar para material mais difícil, deve certificar-se duplamente de que não está perdendo nada. Também precisará praticar como passar da leitura atenta para a superficial e vice-versa.

Um psicólogo que passou a vida toda estudando como as pessoas adquirem habilidades complexas, reuniu provas de que nunca paramos de nos aperfeiçoar. Estudou trabalhadores que operavam máquinas há mais de vinte anos. Mesmo depois de toda a prática, eles ainda melhoravam de ano para ano, embora, naturalmente, o aperfeiçoamento fosse pequeno. É possível que você possa aperfeiçoar seus hábitos de leitura até o fim da sua vida. Os progressos maiores, porém, virão no começo e apenas algumas semanas de prática vão ajuda-lo muito, particularmente se não for um bom leitor ao começar.

Se, ao começar a medir a sua velocidade de leitura, descobrir que é um leitor muito vagaroso, deve pedir ajuda. Se não conseguir ler material fácil a mais de 150 palavras por minuto, deve procurar um especialista no assunto. A maioria das universidades tem centros de estudo, clínicas de leitura ou outros locais, onde os estudantes com deficiências em determinadas habilidades podem encontrar ajuda. Também se, após um bom período de prática, você descobrir que não consegue ler material fácil com uma rapidez superior a 250 palavras por minuto, é provável, que você esteja fazendo alguma coisa errada. Ainda nesse caso, pode valer a pena procurar auxílio especializado.

Prática de leitura superficial — Você também precisará praticar a leitura superficial. Aqui a ênfase não deverá ser dada à velocidade — se você fizer a leitura corretamente, a velocidade virá naturalmente. Ler por alto é principalmente uma questão de saber o que está fazendo.

Há duas espécies de leitura superficial. Uma serve para procurar palavras e expressões-chave. Muitas vezes isso implica em percorrer os títulos. Mas às vezes significa mais do que isso. Enquanto escrevia o conteúdo deste capítulo, algumas páginas atrás, um dos autores quis testar sua memória com relação à entrada de palavras latinas para a língua inglesa. Pegou um livro e depois passou os olhos nas páginas indicadas procurando palavras como "latim", "francês normando", "aumento do vernáculo" e palavras e expressões semelhantes. Em menos de um minuto, tinha percorrido umas dez páginas e descobriu o que desejava saber. Embora fosse um livro que não tinha lido anteriormente, ele conhecia o assunto e sabia o que procurar. Para esse tipo de leitura é preciso ter uma idéia do que você está procurando. É o tipo de coisa que você faz quando revê a matéria ou quando procura uma determinada informação que deseja ler detalhadamente.

Outra espécie de leitura é a que você faz de início. Esta é mais parecida com a que se aprende nos cursos de leitura dinâmica. Você simplesmente deixa os olhos percorrerem a página de alto a baixo, para "sentir" o assunto de que trata o livro ou o artigo, como está escrito e que tipo de vocabulário deverá conhecer para lê-lo. Em resumo, é uma espécie de expedição exploradora que, entre outras coisas, pode dizer-lhe a que velocidade deverá ajustar o seu ritmo de leitura.

Mais útil ainda a muitas pessoas é provavelmente, a combinação de leitura comum e leitura superficial, que "fazemos" ao folhear um livro. Quando você folheia um livro, deixa correr os olhos pela página, pegando uma palavra ou expressão aqui e ali. Quando encontra uma coisa interessante, lê minuciosamente. Em geral, achamos que folhear um livro ou uma revista é uma» atividade passiva, o tipo de coisa que fazemos quando estamos na sala de espera de um dentista — mas esse tipo de leitura tem tanta utilidade no estudo como no lazer.

Uma de suas utilidades é na técnica de exame do material de leitura suplementar, que seu professor geralmente deixa reservado na estante da biblioteca. Habitue-se a folhear alguns dos livros reservados, ou todos eles, no início de cada semestre. Você terá uma idéia do seu conteúdo, do seu interesse e grau de dificuldade. Quando encontrar um tópico que lhe interesse mais tarde, durante o curso, ou se encontrar alguma coisa que não compreenda bem, terá uma idéia mais precisa de onde poderá procurar explicações.

MAPA PARA AUMENTAR O RITMO DE LEITURA

Utiliza este mapa para registrar seu progresso na prática diária para ler mais depressa. Para instruções sobre seu emprego, consulte o texto (para achar o ritmo de leitura, multiplique o número de páginas pelo número de palavras por página e depois divida pelo tempo gasto).

REVISTA OU LIVRO
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TEMPO
RITMO
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       



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