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ISAAC WATTS (1674-1748) Isaac Watts é um autor pouco atraente para o gosto moderno (também escreveu "Pois Satã sempre encontra maldade para mãos ociosas" e "Como a abelhinha operosa melhora a cada hora"). Mas diz uma coisa importante. Você tem sorte se aprendeu a ler bem e gosta de ler. Geralmente essas coisas estão relacionadas. As pessoas que lêem bem gostam de ler, ao passo que as que não lêem direito detestam a leitura. Na faculdade, você terá que fazer mais leituras do que fez durante toda a sua vida pregressa e se não lê bem, terá que se esforçar para melhorar sua leitura. Quando você melhorar, também gostará mais de ler. Mesmo que seja um bom leitor, é provável que ainda possa aperfeiçoar algum, aspecto de suas habilidades de leitura. Algumas informações, que encontrará neste capítulo, poderão ajudá-lo a decidir se precisa ou não de ajuda nesse setor. As perguntas
que se seguem destinam-se a ajudá-lo a descobrir suas
deficiências nos aspectos mais essenciais da leitura. Responda-as
com cuidado e honestidade. Se não conseguir responder a uma pergunta,
guarde-a na memória e na primeira vez em que ler alguma coisa
- este livro mesmo serve - tente descobrir se tem um ou mais defeitos
de
leitura. Qualquer pergunta a que responda "sim" representa
uma falha. 1. Move os lábios ou vocaliza enquanto lê? A leitura silenciosa não surgiu com a leitura propriamente dita. A história nos diz que durante séculos os leitores liam em voz alta (mesmo numa biblioteca!). Mas isso aconteceu enquanto os livros eram poucos e grande parte da aprendizagem se fazia oralmente. A leitura oral é ineficiente no mundo moderno. Quando move os lábios, você executa exatamente os mesmos movimentos feitos na leitura oral. É ineficiente porque diminui o seu ritmo. Poderíamos prosseguir, dizendo-lhe que mover os lábios
é um mau hábito que você deve romper. É na
verdade um mau hábito, mas é mais um sintoma do que uma
causa da má leitura. Manter simplesmente seus lábios imóveis
não vai melhorar em nada a sua leitura, mas se você aprender
a ler melhor e mais depressa, o movimento labial deverá desaparecer.
Por outro lado, também, haverá ocasiões em que você
desejará ler de um modo que favoreça o movimento labial
- quando estiver lendo alguma coisa muito atentamente ou quando estiver
lendo algo difícil de entender. 3. Acha, com freqüência,
palavras que não compreende ou lhe são desconhecidas nas
leituras que lhe mandam fazer? 4.
Volta atrás
e acha necessário reler o que acabou de ler?
Francis Bacon disse que: "Alguns livros são para ser degustados, outros para ser engolidos e alguns poucos para ser mastigados e digeridos". Algumas coisas devem ser apenas vistas de relance. Outras coisas, como histórias de ficção, podem ser lidas rapidamente. Outras, finalmente, devem ser lidas com muita atenção. Você deve ler cada frase como se cada palavra fosse uma bomba prestes a explodir. Se não adapta sua velocidade à natureza e à dificuldade do assunto que está lendo, não é um bom leitor e provavelmente não aprecia a leitura tanto quanto deveria. 6.Queixa-se com freqüência de que não compreende o que lê? Algumas coisas você não entenderá.
Todos nós teremos dificuldades para entender parte do que lemos,
simplesmente porque ignoramos os detalhes técnicos do assunto.
Mas você deve entender a maioria dos livros didáticos adotados
em sua faculdade. Se sente que não entende uma grande parte do
que lê, é um mau leitor. É provável que isso
aconteça não só porque não possui embasamento
técnico (embora isso possa também causar o problema), mas
por causa das suas deficiências nas habilidades lingüísticas
essenciais e porque desenvolveu maus hábitos de leitura. LER COM UMA FINALIDADE Quase todos os alunos, quando se sentam para estudar, escolhem um livro e começam a ler. Não se preocupam com o objetivo que passam ter para a leitura, daí resultando que lêem tudo — Literatura, História, Química, Ciência. Política — do mesmo modo. Mas as maneiras de ler variam de acordo com os objetivos. O modo por que você lê deve depender do seu propósito no momento. LER POR ALTO Um objetivo da leitura é descobrir do que trata determinado texto. Você quer saber que espécie de coisas estão num determinado livro, ou pode querer saber se alguma coisa em que está interessado é nele mencionada. Um meio é procurar pontos de referência. Em livros didáticos e em alguns livros técnicos, isso é relativamente fácil de fazer, porque os títulos indicam quase tudo. Você pode folhear um livro ou ma capítulo simplesmente examinando os títulos e subtítulos. Outro modo, especialmente em livros que não têm títulos, é examinar a primeira frase de cada parágrafo. Embora isso não aconteça sempre, na maioria das vezes a primeira frase contém a idéia principal do parágrafo. Da mesma forma, você poderá ler o primeiro parágrafo de cada capítulo ou seção. Finalmente, um terceiro método para ler por alto é correr os olhos pela página em busca de certas palavras críticas. Isso pode ser necessário em livros que não tenham índice. E mesmo no caso daqueles que o têm, você pode aprender tanto ao folhear o livro e procurar palavras aqui e ali, lendo frases soltas, como ao percorrer o índice. Ler por alto é um passo importante e o primeiro a ser dado quando se estuda, e teremos mais a acrescentar sobre o assunto posteriormente neste capítulo e no próximo. EXTRAINDO A IDEIA PRINCIPAL As vezes lemos apenas para tirar a idéia principal. Isso é importante nas leituras que fazemos com fins comerciais ou profissionais e em muitos cursos, em que há muitas leituras suplementares a fazer, você talvez tenha de ler com a finalidade única de entender a idéia principal. É também o que você faz na primeira etapa do estudo, como parte de uma primeira visão geral. Mesmo quando fizer uma leitura completa, você desejará extrair a idéia principal de cada parte do livro que estiver lendo. Como encontrar as idéias principais? Isso depende do nível que você está considerando. Há idéias principais para capítulos inteiros, seções, subseções e parágrafos. Os parágrafos são as unidades menores e por isso começaremos por eles. A definição comum de parágrafo, aliás, é a de um trecho de prosa que trata de um único tópico. No parágrafo, tudo gira em tomo desse único tópico. A maioria dos escritores sabe disso, e geralmente põe um tópico — e apenas um — em cada parágrafo. Os alunos às vezes não o fazem e a respeito disso teremos mais a declarar no capítulo 7. Basta dizer aqui que aprender a identificar a idéia principal na leitura ajuda a estruturar melhor o que você escreve. Ao escrever, recomendam-lhe que comece o parágrafo com uma frase-chave sobre o tópico, depois a explique, ilustre, corrobore sua afirmativa por meio de outras frases e finalmente termine o parágrafo com uma frase que o resuma ou sirva de transição para o seguinte. Começar um parágrafo com uma frase-chave sobre o tópico não é, entretanto, sempre possível ou aconselhável. As vezes a frase de transição vem antes. Essa frase mostra a ligação de um parágrafo com o que o antecede ou sucede. As vezes o autor não pode dar a idéia principal em primeiro lugar. Um bom meio de apresentar alguma coisa nova, por exemplo, é ilustrar primeiro o princípio que você vai estabelecer. O princípio e não a ilustração é que constitui a idéia principal. É o que é novo para você, não aquilo que você já conhece, é que constitui a idéia principal. Na página 42 você encontrará 'um exercício para ajudá-lo a localizar as idéias principais. Ao procurar a idéia principal, não se preocupe com períodos completos. Os períodos geralmente contêm mais que uma idéia. A idéia principal provavelmente estará contida na, oração principal de um período. Você pode em geral reduzi-la a duas ou três palavras mentalmente. Para entender o que estamos dizendo, pegue um de seus livros didáticos e procure alguns períodos com idéias principais. Agora, experimente eliminar os modificadores. Conserve apenas o sujeito e as palavras essenciais do predicado.É muito provável que obtenha a idéia principal. Lembre-se, porém, de que às vezes os qualificativos são importantes para a idéia principal de uma frase-chave.Se eliminar o adjetivo na frase "Mesmo os leões domésticos mordem", o ponto principal da frase ficará perdido. Por outro lado, se você ler: "A pessoa que lê rapidamente, percorrendo cada linha com o menor numero de movimentos oculares e sem parar para devanear, é exatamente a que aprende muito em pouco tempo", poderá eliminar a maior parte das palavras, traduzi-las e chegar à seguinte idéia principal: "O que lê mais rápido geralmente aprende mais rápido". Ocasionalmente, você encontrará parágrafos nos quais a idéia principal não é absolutamente expressa. Isso não acontece muito em livros didáticos, mas é comum na literatura, em geral, e na ficção, em particular. Um escritor pode passar um parágrafo inteiro descrevendo uma casa. O propósito, porém, não é falar da casa, mas, ao descrevê-la, contar a respeito das pessoas que lá vivem. Pela descrição, você pode saber se são velhas, impertinentes e desligadas. É preciso prestar atenção a essas coisas, ao ler literatura de ficção. Alias quase nada do que você lê é completo em si mesmo. O escritor não se preocupa em lhe dizer todo o essencial sobre o assunto. Um escritor que o fizesse se tomaria insuportavelmente aborrecido para os leitores. Ele presume que você já conheça certas coisas — que já tenha tido certas experiências. Os escritores esperam que você seja capaz de tirar certas conclusões do que lê. Se você não entende alguma coisa do que lê, talvez seja porque não conhece certas coisas essenciais para que o texto faça sentido, ou porque não tira as conclusões certas sobre o que não é explicitado. Procure adquirir prática na busca da idéia principal dos parágrafos. Se o fizer, poderá tomar-se tão eficiente que o fará inconscientemente, sem pensar no assunto. Fazer isso é dominar um dos aspectos mais importantes de uma leitura eficiente.
Como os alunos nem sempre são capazes de identificar os detalhes importantes do que lêem, pensam que os professores procuram maliciosamente as minúcias mais insignificantes e triviais para pedir nas provas. Quase sempre isso é apenas justificativa para a má leitura. Embora um ou outro aluno possa identificar a idéia principal e ser incapaz de se lembrar dos detalhes, as duas coisas geralmente estão ligadas. A idéia principal é uma coisa que os psicólogos cognitivos chamam de macroestrutura. Uma macroestrutura é uma idéia que abrange e resume as detalhes. Por exemplo, você pode ler no seu livro de História que "o Congresso de Viena foi um triunfo da reação". Se conhecer o texto, poderá relacionar a idéia principal com uma porção de detalhes importantes — que os resultados da reação incluíram a restauração do equilíbrio do poder, a eliminação dos governos republicanos em toda parte, e a tentativa de restabelecer os antigos valores e sistemas. Que é um detalhe importante? Muitas vezes é um exemplo do princípio estabelecido na idéia principal. Isso acontece com freqüência em livros de ciências. Por exemplo, um livro de Biologia pode dizer que os pardais nas áreas urbanas da Inglaterra, durante o século XIX, eram mais escuros e acinzentados do que os pardais do campo. O texto pode em seguida dizer que este è um exemplo de coloração protetora na seleção natural. Como os pardais da cidade viviam num ambiente de pedras cobertas de fuligem e pó de carvão, em vez de bosques, os que não eram avistados por predadores (gatos de pua, por exemplo) sobreviviam para procriar. O resultado foi que os pardais da cidade se tornaram mais escuros que os da roça. A idéia importante é que a coloração protetora resulta da seleção natural. Os pardais da Inglaterra são o exemplo. ANALISANDO PARÁGRAFOS Aqui estão dois parágrafos tirados da obra de C. R. McConnell, "Economics: Principles, Problems, and Policies, 7a ed., McGraw-Hill,, New York, 1978. No primeiro desses parágrafos analisamos as palavras e frases para mostrar como se faz. O segundo parágrafo é para você praticar. Sublinhe as palavras e frases importantes e depois escreva seu diagnóstico na margem.
Naturalmente o que é importante é uma questão de avaliação e as pessoas nem sempre concordam. Mas quase sempre, particularmente em livros didáticos, que são organizados para apresentar informações de modo ordenado, é fácil extrair a idéia principal e pelo menos os detalhes mais importantes. Se você se habituar a ler de modo a identificá-los sem pensar muito, será mais eficiente em absorver informações do que se apenas for lendo sem se preocupar com o que é importante ou não.
Quanto mais você ler por prazer, melhor leitor se tomará. Algumas pessoas pouco lêem além do Guia de TV e das seções de esporte, histórias em quadrinhos ou colunas de mexericos nos jornais. Todos temos coisas de que gostamos de ler por prazer, mas uma das coisas que a educação superior deve fazer por você é alargar os limites das coisas que você lê. Aceite também o fato de que você pode ler por prazer da mesma maneira que lê para aprender. Algumas coisas você pode querer ler bem devagar, até mesmo em voz alta ou dizendo as palavras para si mesmo enquanto lê. Outras coisas vai querer apenas ler por alto. Algumas vai querer lembrar depois de ler, outras não. Aqui você vai querer ser um leitor ativo, buscando as idéias importantes e incorporando-as ao seu cabedal de conhecimentos. Algumas coisas você vai querer ler por causa da forma como foram escritas. Esteja atento ao estilo do que lê. Se fizer isso, aumentará seu prazer de ler e quando você aumenta o seu prazer na leitura toma-se um melhor leitor.
Outro objetivo que orientará sua leitura de vez em quando é a avaliação. Você lerá com freqüência assuntos polêmicos, entrevistas, reportagens e outras coisas que nem sempre podem ser julgadas pelo seu valor nominal. Você pode até ler coisas que ofendam suas crenças e valores. Procure descobrir por quê. Mesmo os livros didáticos nem sempre estão de acordo com suas crenças e idéias preconcebidas. Quando houver essa discordância, examine suas crenças e descubra se você quer mantê-la ou não. Se você fizer isso, descobrirá que está numa posição muito melhor para defender essas crenças. Se tomar uma posição avaliadora, ao ler, você se manterá alerta e absorverá conhecimentos de maneira mais seletiva. Aumentará sua habilidade para dissecar argumentos. Ficará menos satisfeito em aceitar tudo o que lê pelo seu valor aparente.
Outro objetivo da leitura é expandir ou ampliar o que você lê, de modo que possa ser aplicado a situações não mencionadas pelo autor. Você pode aplicar o que lê aos seus próprios problemas. Quando ler este livro, por exemplo, algumas idéias poderão ser aplicadas ao modo por que você faz as coisas e outras, não. Está atento a isso e pode ampliar o que dizemos de modo a tomar este livro mais eficaz na resolução de seus problemas? Isso também faz parte do processo de tomar a leitura uma experiência ativa.
Saber o que acontece quando você lê pode ajudá-lo a melhorar sua leitura. Naturalmente você usa os olhos quando lê, mas usa-os de modo especial e até mesmo bastante estranho. Nesta seção, vamos dizer-lhe como os olhos funcionam durante a leitura e como o conhecimento desse fato pode ajudá-lo a usá-los melhor para ler. Você precisa saber, entretanto, que seus olhos são apenas instrumentos. É o seu propósito, a sua atenção e a sua atitude que realmente controlam o que você lê. Quando esses fatores se aperfeiçoam, o uso adequado dos olhos quase sempre é uma resultante.
Você, com certeza, sabe que seus olhos
não se movem suavemente através das páginas que lê,
mas talvez desconheça os detalhes de como eles realmente se movem.
Quando os olhos percorrem uma linha escrita, movem-se numa série
de movimentos rápidos interrompidos por pausas muito breves. Esses
movimentos são tão rápidos que não se tem
consciência deles. O cérebro consegue bloquear todos os sinais
que vêm dos olhos durante esses movimentos, de modo que só
se tem consciência do que se vê durante as pausas. Quase todos nós não nos apercebemos das próprias
pausas, de modo que temos a impressão de que nossos olhos se movem
suavemente através das páginas. Se você observar outra
pessoa ler, verá claramente os movimentos rápidos e bruscos.
A maneira mais fácil de fazer isso é pegar uma "cobaia"
— o seu companheiro de quarto, por exemplo —, fazê-lo
sentar-se perto de você e ler. Você então focaliza
um espelho de mão nos olhos dele de modo a vê-los quando
se movem. O que você provavelmente não pode fazer, porque são
muito rápidos, é contar os movimentos oculares. As pausas,
que são as fixações, duram apenas 1/4 ou 1/5 de segundo.
O número de pausas por linha varia, naturalmente, de acordo com
o comprimento da linha impressa, a natureza do material lido e outros
fatores. Mas o mais importante é que varia com a capacidade do
leitor. Os bons leitores fixam, em média, uma vez a cada três
palavras impressas. O estudante universitário médio, porém,
só cobre uma palavra ou uma palavra e meia a cada fixação.
Surpreendentemente, entretanto, há muito pouca diferença
na velocidade dos movimentos entre bons e maus leitores. Cerca de 90%
do tempo total de leitura é gasto nas fixações, portanto
a rapidez dos movimentos faz pouca diferença. Há outra diferença entre bons e maus leitores, que pode
ser mais importante que a durarão das pausas ou quantas palavras
são lidas em cada fixação. É a freqüência
dos movimentos regressivos. Os movimentos regressivos ou regressões
são aqueles efetuados em sentido inverso. Todos nós fazemos
movimentos regressivos de vez em quando; isto é, voltamos atrás
na linha que estamos lendo. Não temos consciência disso,
mas, uma vez mais, se tivermos uma "cobaia" à mão
para observar, será fácil detectar esses movimentos regressivos. Esses movimentos são muito mais freqüentes nos maus leitores
do que nos bons. Os leitores principiantes os fazem quase que uma palavra
sim, outra não, ao passo que o estudante universitário médio
pode percorrer uma linha inteira sem fazer nenhum.
Os movimentos oculares durante a leitura
são de caráter automático e reflexivo. Isso significa
que não se pode fazer muita coisa, direta e conscientemente, para
melhora-los. Na verdade, saber algo sobre eles pode lhe trazer um certo
desconforto e constrangimento com relação à leitura.
Algumas clínicas de leitura têm aparelhamento que pode ajudar,
até certo ponto, a corrigir os movimentos oculares defeituosos,
mas hoje em dia dá-se maior importância à correção
dos movimentos oculares feita de modo indireto, pela modificação
dos hábitos mentais de leitura. A medida que você aperfeiçoar
sua maneira de ler, seus movimentos oculares melhorarão quase que
automaticamente. Como mostraremos posteriormente, manter um registro da
velocidade de leitura ajuda a aumenta-la. Há um limite máximo para a velocidade de leitura. Não
se pode diminuir o tempo de fixação para muito menos que
1/5 de segundo. Você não pode aumentar o ritmo dos seus movimentos
oculares, e até mesmo os melhores leitores precisam fazer uma pausa,
geralmente de três em três palavras. Desse modo, mesmo que
não faça movimentos regressivos e que os seus movimentos
de retorno sejam absolutamente certeiros, você não pode ler
mais que 900 palavras por minuto. Não importa o que lhe digam —
ler mais depressa do que isso é ler por alto. Algumas coisas, evidentemente,
podem ser lidas por alto. Mas lembre-se, se alguém diz que consegue
ler mais que 900 palavras por minuto, este cálculo se refere a
uma leitura por alto, não a uma leitura verdadeira. Quase todo mundo pode aumentar o ritmo de leitura. Um estudante médio lê um livro didático fácil a uma velocidade de 200 a 300 palavras por minuto. Esse ritmo pode ser bastante aumentado, e à medida que aumentar, os movimentos oculares se aperfeiçoarão.
Há algumas coisas que quase todo mundo pode fazer para melhorar a capacidade de ler. Algumas virão naturalmente à medida que você adquirir melhores hábitos de estudo, pois muitas vezes a má leitura é resultante de atenção dispersa ou de incapacidade de transformar o que se lê num conhecimento coerente. Mas há algumas providências específicas — além da melhora geral dos hábitos de estudo — que você pode tomar para melhorar sua leitura.
Se você quer entender o que lê,
terá de aumentar seu vocabulário, à medida que seus
textos de leitura se tomarem mais difíceis. Na faculdade, você
vai aprender muitas coisas que são novas para você. É
claro que vai adquirir multas palavras novas. Muitas delas serão
termos técnicos, próprios de uma determinada disciplina.
Se estudar Economia, ouvirá falar de "curvas de demanda"
e "utilidade marginal". Se estudar Psicologia, encontrará
"libido" e "gânglio", em Filosofia "epistemologia"
e "positivismo". Você precisa saber o que essas palavras
significam, lendo sobre elas ou ouvindo falar a seu respeito, ou então
consultando um glossário ou dicionário. Além desses
termos técnicos, verá que os livros que terá de ler
contêm palavras que lhe são desconhecidas, como "heurística".
"peroração" e "reticular". Finalmente,
verá palavras e expressões conhecidas empregadas com sentidos
novos e bastante específicos. Um dos indícios mais evidentes de um bom aluno (e um bom leitor)
é o vocabulário. Os bons alunos não só reconhecem
e definem maior número de palavras, como também distinguem
mais exatamente o sentido das palavras. Isso os ajuda a ler mais depressa.
Eles percebem de relance o significado das palavras. Não precisam
parar para pensar. Não se sentem frustrados por uma incapacidade
de compreender o que lêem. Por isso, para aprender a estudar e a
ler mais depressa, é preciso dominar as palavras que se lê.
Há várias maneiras de fazer isso. Prestar atenção às
palavras novas — Fique atento
às palavras novas. Quando vir uma palavra nova ou encontrar uma
que já tenha visto antes, mas não consegue identificar,
não passe por cima dela. Isso não é só ser
preguiçoso, é também um caminho certo para um mau
desempenho acadêmico. O significado de uma frase inteira pode depender
de uma palavra nova, desconhecida. E esta pode ser a frase que contém
a idéia principal. Ficar atento às palavras novas é mais
uma forma de tornar a leitura um processo ativo. Usar o dicionário — Uma vez identificada uma palavra nova,
uma palavra antiga em contexto novo ou uma palavra que você julga
conhecer mas não tem certeza, a primeira coisa a fazer é
procurá-la num dicionário. O dicionário é
o mais importante meio auxiliar para o estudo que você possui. Use-o.
E certifique-se de que é um bom dicionário. Há muitos
dicionários baratos à venda em lojas e supermercados, mas
um dicionário barato é como um pneu de automóvel
barato. Se é só o que você pode comprar, tudo bem,
mas será melhor sacrificar alguma outra coisa e comprar um bom.
Se ainda não tem um, compre um dicionário que se destine
ao uso em universidades. Embora existam alguns à venda em brochuras,
será melhor comprar um com uma boa encadernação.
Se você vai realmente tirar o maior proveito dele, certamente será muito
manuseado.
Apresentamos aqui dois textos que você pode usar para ter uma idéia aproximada da sua velocidade de leitura. Antes de lê-los, pegue um relógio de pulso ou de mesa que tenha ponteiro de segundos. Quando estiver pronto para começar escreva a hora exata com minutos e segundos no alto do texto (por exemplo: 7h 23min 15seg). Em seguida leia o texto o mais depressa que puder. Não o faça, porém» tão depressa que não consiga entender e lembrar o que leu, porque vai ter de fazer o teste de compreensão que anexamos a cada texto. Quando acabar de ler, marque a hora exata no fim do texto. Depois vá diretamente ao teste de compreensão. Não olhe para o texto enquanto fizer o teste. Você deve acertar quase todos os itens (pelo menos nove). Se errar muitas perguntas é porque não leu com atenção suficiente. Você poderá encontrar um índice aproximado da sua velocidade de leitura, confrontando a tabela com o tempo que levou para ler o texto. TEXTO N.° l
(D.J. Olson M. Meyer, “Governing the United States: To Keep the Republic in Its Third Century”, 2ª ed.: McGraw-Hill, New York, 1978, p. 401.) TESTE DE COMPREENSÃO PARA O TEXTO N° 1 Marque “falso” ou “verdadeiro” _____ 1. A Comissão de Serviço
Público fornece a cada órgão do governo um nome para
cada cargo. A chave para correção do teste é a seguinte: (1) F, (2) V, (3) F, (4) V, (5) F, (6) F, (7) V, (8) V, (9) V, (10) F.
(Extraídos de N.A. Graebner, G. C. Fite e P.L. White, “ A History of the American People”, 2ª ed., McGraw-Hill, New York, 1975, p.3.) TESTE DE COMPREENSÃO PARA O TEXTO N.° 2 Marque "falso" ou "verdadeiro". _____ 1. Nenhum ser humano pisou o solo americano até 20.000 anos atrás. _____ 2. Os cavados não existiam na América do Norte até a chegada de Colombo. _____ 3. Os índios cultivavam trigo, arroz, centeio, aveia e cevada. _____ 4. Nenhum índio pré-colombiano havia feito a transição da caça e coleta de alimentos para a vida agrícola sedentária. _____ 5. As condições geológicas que isolaram o Novo Mundo do Velho permaneceram constantes. _____ 6. As geleiras varreram o solo arável da Nova Inglaterra para o mar. _____ 7. As geleiras produziram uma vasta plataforma continental de água relativamente rasa. _____ 8. As geleiras escavaram os Grandes Lagos. _____ 9. No período glacial houve uma ponte de terra através do Est. de Bering. _____ 10. Não há provas de como o homem veio do Velho para o Novo Mundo. -----------------------------------------------------------------------------------------------------> A chave para a correção
do teste é a seguinte: (2) V, (2) F, (5) F, (4) F.
Fichas de vocabulário — Se você
tem um vocabulário pobre, terá de se esforçar muito
para aumentá-lo. Um modo de fazer isso é utilizar fichar
de vocabulário. Fichas de arquivo de três polegadas por cinco
são as melhores para este fim. Traga sempre algumas consigo e quando
encontrar uma palavra nova ou um vocábulo sobre o qual tenha alguma
dúvida, escreva-o na ficha. Escreva também a expressão
ou frase em que a encontrou, de modo a conhecer alguma coisa sobre o contexto.
Mais tarde, quando tiver um dicionário à mão, procure
a palavra e escreva sua definição do outro lado da ficha. Quando você já tiver acumulado um bom número de fichas,
pegue-as e olhe para o lado onde está escrita a palavra nova. Procure
lembrar-se do seu significado e depois vire a ficha para conferir se está
certo. Algumas pessoas controlam-se a si mesmas, colocando um ponto no
canto da ficha cada vez que erram a definição. O uso de
fichas de vocabulário é particularmente útil quando
você está matriculado num curso em que se empregam muitos
termos técnicos desconhecidos. As definições que
você encontra num dicionário comum são para uso geral,
não para uso técnico, a não ser que a palavra tenha
apenas um sentido técnico. Para muitas palavras técnicas
e usos técnicos de palavras comuns, você precisará
consultar um glossário ou um dicionário especial. Muitos
livros didáticos elementares trazem glossários dos termos
especiais usados nesse campo específico do conhecimento. E existem
dicionários especiais para quase todas as ciências naturais
e sociais, bem como para campos profissionais como Medicina e Direito.
Embora você provavelmente não queira comprar um deles (são
geralmente caros), a não ser que esteja seriamente empenhado no
assunto, você os encontrará na biblioteca. Se tiver alguma
dúvida sobre o uso correio de um termo técnico, principalmente
num trabalho de final de semestre, consulte o dicionário especializado
adequado. Os termos técnicos são, com frequência, mais importantes
do que os estudantes imaginam. Em alguns cursos, mais de metade da matéria
consiste em saber o que significam os termos técnicos. Os bons
alunos listam esses termos separadamente e os estudam. Às vezes,
têm folhas separadas em seus cadernos só para os termos técnicos.
Outras vezes, sublinham essas palavras em seus apontamentos. Revêem
esses termos sistematicamente antes de uma prova. Dissecando as palavras — Você pode melhorar seu vocabulário
aprendendo como as palavras se juntam. A língua portuguesa, principalmente
o vocabulário derivado do Latim, é constituída de
elementos, muitos dos quais são empregados em inúmeras combinações
para produzir novas palavras. Há três espécies de
elementos: prefixos, sufixos e radicais. Se você conhecer o significado
de um determinado prefixo e um radical, ou de um sufixo e um radical,
poderá decifrar o sentido de uma palavra desconhecida que combine
esses elementos. O radical é a parte principal da palavra, ao passo que o prefixo
e o sufixo são sílabas especiais acrescentadas no início
e no fim da palavra. Na palavra "premeditação",
"pré" é o prefixo, "medita" é
o radical e -"ção" é o sufixo. O prefixo
"pré"- significa antes e o sufixo -"cão"
indica que a palavra é um substantivo. "Medita (r) significa
ponderar, intentar, projetar. Portanto "premeditação"
se refere a um ato que é projetado antes, como assassinar alguém
com premeditação. Numa tabela separada (página 51) apresentamos uma lista dos prefixos
e sufixos mais comuns. Como exercício, procure descobrir o sentido
desses elementos (deixamos espaço para isso), em seguida confira,
procurando o significar do num dicionário. Se a sua resposta estiver
errada, procure aprender o sentido certo. Algumas palavras gregas entraram para a língua portuguesa, na maioria dos casos, através do Latim. Embora sejam muito menos freqüentes que palavras de origem puramente latina, algumas delas são muito importantes. "Logos", que em grego tinha um amplo significado, incluindo palavra, discurso, pensamento e conhecimento, é a base da palavra "lógica" e do sufixo "-logia" (como em Psicologia, Sociologia etc...), bem como do radical de palavras como "prólogo". Aprender palavras pode ser uma atividade absorvente e se você acha interessante ler a origem das palavras no dicionário, pode consultar dicionários históricos ou etimológicos. Entre os bons dicionários etimológicos da língua portuguesa, podemos citar o Dicionário Etimológico Resumido de Antenor Nascentes e o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa de José Pedro Machado.
Eis a reprodução do verbete Memória, conforme aparece no grande e Novíssimo Dicionário da Língua Portuguesa, de Laudelino Freire. Dá-nos ele a pronúncia da palavra, nos casos duvidosos, indica a categoria gramatical (s = substantivo) e a etimologia. A seguir, define a palavra e apresenta uma série de sinônimos. O estudo cuidadoso deste verbete pode ensinar-lhe o uso correto de meia dúzia de palavras.
PREFIXOS, SUFIXOS E RADICAIS LATINOS MAIS COMUNS Os prefixos e sufixos que apresentamos
a seguir ocorrem com frequência nas palavras da língua portuguesa.
Todos estão relacionados e definidos em qualquer bom dicionário.
Você pode aumentar seu vocabulário procurando seu significado
e escrevendo-o no espaço deixado. Também incluímos
alguns dos muitos radicais latinos que servem de base a vocábulos
do Português. Demos o significado de cada um em Português.
Experimente escrever, ao lado de cada um, o maior número possível
de palavras do Português derivadas desses radicais.
APRENDENDO A LER MAIS DEPRESSA Mencionamos anteriormente, neste capítulo, que há um limite máximo à nossa velocidade de leitura. A maioria das pessoas, entretanto, raramente se aproxima desse limite máximo, portanto há sempre o que aperfeiçoar. Por outro lado, às vezes lemos quando só é necessário passar os olhos. Há diferentes maneiras de fazê-lo. Os que já fizeram cursos de leitura dinâmica sabem que se pode passar os olhos numa página em alguns segundos. Entretanto, pode-se fazer isso de modo mais detalhado, extraindo tantas informações como se extrai de uma leitura comum. Na verdade muitos leitores de grande capacidade combinam o simples passar de olhos com a leitura e todos os bons leitores, quando lêem, adaptam seu ritmo à dificuldade ou à falta de conhecimento do assunto. Prática de leitura
— "Eu tenho muita prática de ler", diria você.
"Leio várias centenas de páginas por semana”.Realmente
você exercita muito a leitura, se é estudante universitário.
Mas a prática não leva necessariamente ao aperfeiçoamento.
Muitos anos atrás, o famoso psicólogo da educação,
Edward I. Thorndike, demonstrou uma verdade fundamental: Você só
pode melhorar seu desempenho na próxima vez se souber como se saiu
na última. Thorndike pediu a pessoas de olhos vendados que traçassem
uma linha com exatamente dez centímetros de comprimento. As pessoas
podiam continuar a traçar centenas de linhas sem se aproximarem
dos dez centímetros. Mas se lhes diziam, após cada tentativa,
qual o tamanho da linha que haviam acabado de traçar, conseguiam
traçar uma linha com quase dez centímetros depois de algumas
tentativas apenas. "É claro", dirá você.
Talvez seja, mas ainda ignoramos esse principio com muita frequência.
As pessoas tentam melhorar sua velocidade de leitura sem saber com que
velocidade lêem. O primeiro passo, pois para aumentar o seu ritmo
de leitura é manter um registro da velocidade com que você
lê. Escolha material que você goste de ler e que não seja difícil
demais: romance, livro de contos, uma revista como "Time" ou
o "Newsweek". Escolha, entretanto, alguma coisa que não
o distraia com ilustrações e que não exija leitura
de tabelas, gráficos e fórmulas. Qualquer que seja o material
escolhido, mantenha o mesmo tipo durante a primeira fase do seu curso
de autotreinamento. Se você escolher uma revista como o "Time",
que tem diversas colunas e formato irregular, continue a ler essa espécie
de material. Se escolher um livro com apenas uma coluna por página,
continue a ler outros livras semelhantes. Você encontrará um mapa na página 54, no qual você
pode anotar os seus resultados. Registre no mapa a fonte e os números
das páginas que você leu, o número de palavras, a
hora e a sua velocidade. Também será útil fazer um
gráfico dos resultados. Ponha no eixo horizontal do gráfico
a sessão de prática — primeira, segunda, terceira
etc... — e no eixo vertical o número de palavras por minuto.
Marque no gráfico o ritmo de leitura em cada sessão de prática.
Desse modo você não apenas poderá dizer se está
melhorando ou não, mas também se está melhorando
num ritmo crescente e, além disso, achará mais fácil
descobrir as flutuações irregulares do seu ritmo. Certifique-se de que não está sacrificando a compreensão.
Você deve verificar, de vez em quando, o quanto consegue lembrar
do que leu. Um psicólogo que passou a vida toda estudando como as pessoas adquirem
habilidades complexas, reuniu provas de que nunca paramos de nos aperfeiçoar.
Estudou trabalhadores que operavam máquinas há mais de vinte
anos. Mesmo depois de toda a prática, eles ainda melhoravam de
ano para ano, embora, naturalmente, o aperfeiçoamento fosse pequeno.
É possível que você possa aperfeiçoar seus
hábitos de leitura até o fim da sua vida. Os progressos
maiores, porém, virão no começo e apenas algumas
semanas de prática vão ajuda-lo muito, particularmente se
não for um bom leitor ao começar. Se, ao começar a medir a sua velocidade de leitura, descobrir que
é um leitor muito vagaroso, deve pedir ajuda. Se não conseguir
ler material fácil a mais de 150 palavras por minuto, deve procurar
um especialista no assunto. A maioria das universidades tem centros de
estudo, clínicas de leitura ou outros locais, onde os estudantes
com deficiências em determinadas habilidades podem encontrar ajuda.
Também se, após um bom período de prática,
você descobrir que não consegue ler material fácil
com uma rapidez superior a 250 palavras por minuto, é provável,
que você esteja fazendo alguma coisa errada. Ainda nesse caso, pode
valer a pena procurar auxílio especializado. Prática de leitura superficial — Você também
precisará praticar a leitura superficial. Aqui a ênfase não
deverá ser dada à velocidade — se você fizer
a leitura corretamente, a velocidade virá naturalmente. Ler por
alto é principalmente uma questão de saber o que está fazendo. Há duas espécies de leitura superficial. Uma serve para
procurar palavras e expressões-chave. Muitas vezes isso implica
em percorrer os títulos. Mas às vezes significa mais do
que isso. Enquanto escrevia o conteúdo deste capítulo, algumas
páginas atrás, um dos autores quis testar sua memória
com relação à entrada de palavras latinas para a
língua inglesa. Pegou um livro e depois passou os olhos nas páginas
indicadas procurando palavras como "latim", "francês
normando", "aumento do vernáculo" e palavras e expressões
semelhantes. Em menos de um minuto, tinha percorrido umas dez páginas
e descobriu o que desejava saber. Embora fosse um livro que não
tinha lido anteriormente, ele conhecia o assunto e sabia o que procurar.
Para esse tipo de leitura é preciso ter uma idéia do que
você está procurando. É o tipo de coisa que você
faz quando revê a matéria ou quando procura uma determinada
informação que deseja ler detalhadamente. Outra espécie de leitura é a que você faz de início.
Esta é mais parecida com a que se aprende nos cursos de leitura
dinâmica. Você simplesmente deixa os olhos percorrerem a página
de alto a baixo, para "sentir" o assunto de que trata o livro
ou o artigo, como está escrito e que tipo de vocabulário
deverá conhecer para lê-lo. Em resumo, é uma espécie
de expedição exploradora que, entre outras coisas, pode
dizer-lhe a que velocidade deverá ajustar o seu ritmo de leitura. Mais útil ainda a muitas pessoas é provavelmente, a combinação
de leitura comum e leitura superficial, que "fazemos" ao folhear
um livro. Quando você folheia um livro, deixa correr os olhos pela
página, pegando uma palavra ou expressão aqui e ali. Quando
encontra uma coisa interessante, lê minuciosamente. Em geral, achamos
que folhear um livro ou uma revista é uma» atividade passiva,
o tipo de coisa que fazemos quando estamos na sala de espera de um dentista
— mas esse tipo de leitura tem tanta utilidade no estudo como no
lazer. Uma de suas utilidades é na técnica de exame do material de leitura suplementar, que seu professor geralmente deixa reservado na estante da biblioteca. Habitue-se a folhear alguns dos livros reservados, ou todos eles, no início de cada semestre. Você terá uma idéia do seu conteúdo, do seu interesse e grau de dificuldade. Quando encontrar um tópico que lhe interesse mais tarde, durante o curso, ou se encontrar alguma coisa que não compreenda bem, terá uma idéia mais precisa de onde poderá procurar explicações. MAPA PARA AUMENTAR O RITMO DE LEITURA Utiliza este mapa para registrar seu progresso na prática diária para ler mais depressa. Para instruções sobre seu emprego, consulte o texto (para achar o ritmo de leitura, multiplique o número de páginas pelo número de palavras por página e depois divida pelo tempo gasto).
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